Estes dias ia no carro a fazer zapping no radio e parei nesta música, que estava a passar na Rádio Nova. Gostei muito e fui pesquisar algumas coisas sobre os Quantic & Alice Russel with Combo Bárbaro. Ao que parece Quantic é um multifacetado produtor Inglês que já esteve envolvido em vários projetos, em que também chegou a ter a participação da Alice Russel. Alice Russel é uma cantora inglesa com uma voz cheia de soul e que dá vontade de ouvir. E pelo que consegui perceber, os Combo Bárbaro são uma banda da América do Sul, que ao que parece se encontra recheada de excelentes músicos.
Quantic & Alice Russel with Combo Bárbaro - I'll Keep My Light In My Window
(cover de Marvin Gaye and Diana Ross)
Após o concerto de Mind Da Gap, foi o momento de assistir ao concerto de Marcelo D2. Já tinha referido este artista num post anterior e a vontade que tanto eu como a minha mulher tínhamos em assistir a um concerto dele. Confesso que estava curioso para saber como é que o Marcelo D2 se iria apresentar em palco e como é que se faria apresentar.
Com os álbuns anteriores a focarem-se na mistura do Rap com Samba, existia uma necessidade de ele se fazer acompanhar por vários músicos de forma a reproduzir o melhor possível os sons acústicos que compunham os seus álbuns. No entanto, com um novo álbum recentemente lançado em Portugal para promover, e que desta vez não se focava apenas na vontade de misturar o Rap com Samba, fiquei com bastante curiosidade para saber que elementos o iriam acompanhar em palco.
Fiquei bastante surpreendido e feliz por ver que o palco estava bem composto. Baterista, Percursionista, Guitarrista, Baixista, Dj e o Fernandinho Beatbox. Um palco bem recheado de músicos e com o Marcelo D2 a dar protagonismo a todos eles. Este homem valoriza e respeita bastante os músicos que partilham o palco com ele, todos eles tem oportunidade de se destacarem. O Fernandinho Beatbox é um rapaz que já há bastante tempo acompnha o Marcelo D2 e é um dos melhores do mundo na arte do beatbox.
Foi um bom concerto, que teve a particularidade de correr um pouco por toda a carreira do artista, tocando até mesmo algumas músicas da sua antiga banda, os Planet Hemp.
O dia seguinte era de Linda Martini, não fosse ter assistido recentemente ao concerto deles no Maus Hábitos, também lá teria ido ver.
Na sexta-feira (dia 9 de Maio) foi dia de ir até à Queima das Fitas do Porto. O intuito foi de assistir ao concerto de Marcelo D2, mas primeiro subiram ao palco os Mind Da Gap. Foi muito curioso assistir a um concerto dos Mind da Gap, confesso que não tenho a certeza absoluta se já os tinha visto antes. Mas gostei do facto dos Mind da Gap (Ace, Presto e Serial) se fazerem acompanhar por um baterista, um teclista e do Dj SlimCutz, um expert na "arte de lavar pratos".
Foi um excelente concerto, com a banda sempre bastante ativa, mostrando um pouco de tudo o que têm andado a fazer nos últimos 20 anos. Confesso que o público da Queima das Fitas nem sempre valoriza os artistas que passam pelo palco e este concerto foi um pouco esse reflexo. Ao contrário de uma sala de espetáculo, em que todo o público está ali para assistir ao concerto, ou um festival em que os espetadores até podem estar à espera de outra banda, mas têm algum tipo de interesse ou apreço pelos artistas que estão no palco, numa festa académica nem sempre isto acontece. Pareceu-me que os Mind da Gap sofreram um pouco isso, no entanto demonstraram um excelente profissionalismo, entregando-se de corpo e alma a esta cidade que os viu nascer.
O Hip Hop foi um estilo que esteve bastante na moda há cerca de 10 ou 15 anos atrás, o que leva a que os estudantes académicos de agora nunca tenham tido um grande contacto com este estilo musical. Apesar de estarem ali muitas pessoas a guardar pelo Marcelo D2, esta noite esteve muito longe de ser uma daquelas enchentes para assistir a uma banda como já assisti noutros anos.
Os estudante, na minha maneira de ver, mais agora do que nunca, estão muito mais interessados em andar de volta das barracas dos cursos e a desfrutar de outras atrações existentes no recinto, do que sequer saber quem estará a atuar no palco. Eu continuo a considerar que os concertos são uma excelente forma de iniciar as noites da Queima e que podem ainda ser prolongadas por mais umas horas nas restantes atividades, nomeadamente na "copofolia". Mas faz parte do espírito jovem o de acelerar sempre como se não houvesse amanhã e muitos destes estudantes chegam ao final da noite com o sol ainda a pousar ali no mar que quase se junta ao Queimódromo.
Mais uma vez, aproveito este espaço para alargar os horizontes musicais. Hoje lembrei-me de falar de Marcelo D2, porque a minha mulher hoje de manhã no carro disse que gostava muito de ver Marcelo D2 ao vivo e eu partilho da mesma vontade.
Marcelo D2 já faz parte das nossas escutas há muitos anos, ambos gostamos muito do trabalho que ele fez em misturar o rap com samba. Marcelo D2 estará em Portugal a promover o seu novo álbum "Nada Me Pode Parar" (que em Portugal só estará disponível a partir do dia 31 de Março 2014) com concerto a 7 de Maio no Teatro Tivoli, em Lisboa.
Apesar da nossa vontade em vê-lo ao vivo, nessa altura será praticamente impossível para nós ir a Lisboa. No entanto o site Strobe avança que o músico tem os dias 9 e 10 de Maio reservados para outros concertos em Portugal. Por isso aguardaremos por mais notícias para ver se conseguimos apanhá-lo aqui pela zona.
Em 2003, andava eu à boleia do meu irmão para ir ver uns concertos e tive a oportunidade de ir um dia a Vilar de Mouros, com o intuito de assistir aos concertos de Sepultura, Him e Guano Apes, sem querer tive ainda a oportunidade de assistir aos Planet Hemp. Não sabia quem eram, mas despertou a minha atenção, pois tinham um som muito semelhante a Rage Against The Machine que eu muito ouvia. Só mais tarde, depois de conhecer Marcelo D2 percebi que já o tinha visto ao vivo juntamente com a sua antiga banda. Para escrever isto, dei uma vista de olhos ao cartaz dessa edição do Vilar de Mouros e reparei que o último dia do festival teve Public Enemy, Tricky, The Wailers, Tomahawk e Melvins. Também tinha sido um excelente dia de festival.
No novo álbum de Marcelo D2 podemos encontrar a música Danger Zone, que conta com a parceria de Aloe Blac:
Tenho estado a ouvir o álbum enquanto escrevo e estou a gostar bastante. Tem um gosto a best off dos diferentes géneros de música que o Marcelo D2 tem percorrido ao longo da sua carreira de mais de 20 anos. Para quem quiser ouvir o álbum na integra, podem fazê-lo neste video:
Se nos consideramos fãs de música e se realmente temos gosto em ouvir música, devemos estar disponíveis a escutar diversos estilos musicais e a saber apreciá-los.
Eu sou um grande fã de Rock, mas nunca deixei de escutar outros estilos musicais e apreciou imenso muitos artistas que têm pouco ou quase nenhuma ligação à típica música Rock. Dou imenso valor à fusão de estilos musicais, gosto de perceber quais as influências das novas músicas que vão surgindo e isso normalmente leva-nos para imensos estilos musicais bem distintos uns dos outros.
A rubrica "It's not Rock'n Roll, but I like it..." servirá para partilhar músicas de estilos musicais um pouco diferentes do que é habitualmente partilhado noutras publicações.
Esta semana a minha mulher enviou-me este video para eu ouvir, porque tinha gostado muito. A fadista Kátia Guerreiro esteve no programa "5 para a meia noite" para tocar uma cover que fez da música, "Não me toca", de Anselmo Ralph (que era também um dos convidados do programa e que se juntou aos músicos durante a atuação). Eu gostei muito desta versão à portuguesa da "Não me toca".
PS: a guitarra portuguesa é um instrumento maravilhoso, adorava vê-la a ser usada com mais frequência para além do fado, como por exemplo a criar um rock verdadeiramente português.