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quarta-feira, 12 de março de 2014

Kasabian no SBSR 2014

Sendo que foi anunciada a presença dos Kasabian no festival Super Bock Super Rock 2014, tenho de aproveitar a oportunidade para colocar aquela música que qualquer fã de bom futebol adora ouvir.

Quem gosta de ver jogos do campeonato inglês já ouviu muitas vezes esta música e de certeza que já tem sobre si quase o mesmo efeito que o hino da Champions League. Ouvir esta música é ter a certeza de que a seguir a isto vem algo de espetacular. A competitividade que existe em quase todos os jogos da Premier League e o grande número de boas equipas que existem nesta liga, levam a que depois de se ouvir esta música seja quase certo que se vá assistir a um jogo clássico do futebol.

Este é o videoclip oficial do tema Fire dos Kasabian:


Esta é uma montagem de algumas imagens da Premier League e a mesma música:


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A banda das incertezas, Blur!

Foi com alguma tristeza que li um artigo desta semana do P3, com a notícia de que Damon Albarn e os restantes membros dos Blur andam muito ocupados para gravarem um novo álbum (podem consultar aqui a notícia).
A forte atividade dos Blur nos anos de 2012 e 2013 fizeram-nos acreditar que a reunião da banda seria motivo para vermos nascer um novo álbum e com ele uma dedicação que permitissem manter-se com alguma atividade constante. Sabemos que todos eles valorizam os seus outros projetos, que viram como sendo um refúgio nos momentos em que os Blur "falharam" e que lhes deu uma liberdade criativa mais pessoal. Com excelentes concertos e com as notícias de que tinham aproveitado algum tempo juntos para gravar novas músicas, ficamos com a ideia de que seria com maior frequência que iríamos ter os Blur a lançar novo material e a dar concertos. Mas a grande capacidade de eles deixarem os fãs na incerteza mantém-se.
Fica-se com a clara ideia de que quando a situação financeira lhes for menos positiva talvez façam mais uma tour pelos palcos mundiais. Eu pelo menos desfrutei muito bem da passagem deles pelo Optimus Primavera Sound, no Porto, em 2013. Foi um excelente concerto, sem dúvida um dos melhores que já assisti.

Entretanto, não há dúvida nenhuma que Damon Albarn não tenha muito tempo para estar à espera da disponibilidade dos seus colegas para trabalhar, fazer música e dar concertos. Ele não está preocupado com o nome que se encontra rotulado no seu trabalho, seja Blur (porque está acompanhado por Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree), seja os Gorillaz (porque está a dar vida a desenhos animados) ou a solo, ele quer é criar e para tal envolve-se com que estiver naquele momento disponível.

Os Blur serão sempre uma incerteza, mas terão sempre vários ouvidos disponíveis para os escutar quando quiserem.
Eles pode estar a dormir, mas nós estaremos sempre acordados à espera.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Brit Awards 2014

Ainda bem que os ingleses tiveram os Brit Awards para se entreterem, porque o futebol esta semana não foi certamente o melhor entretenimento para eles. Os fãs de futebol sabem que esta semana recomeçaram os jogos da Liga dos Campeões e tanto ontem como na terça-feira, apesar de estarem a jogar em terras de sua majestade, o Mancester City e o Arsenal perderam por duas bolas com Barcelona e Bayern Munique, respetivamente.

Mas voltando à música, o grande destaque deste ano dos Brit Awards tem de ir para os Artic Monkeys. Tal como em 2007 e 2008, também este ano, os Artic Monkeys levaram para casa o prémio de British Group. Além desse prémio, receberam também o British Album of the Year, sendo assim os grandes premiados da noite de ontem dos Brit Awards 2014.

Realço também o galardão de British Male Solo Artist, entregue a David Bowie. O homem é verdadeiramente um grande artista e uma lenda da música que, como deveria acontecer com todas as lendas, deve ser galardoado e reconhecido enquanto está em atividade.

A lista completa de premiados foi a seguinte:
- Best Producer: Flood & Alan Moulder
- British Breakthrough Act: Bastille
- British Female Solo Artist: Ellie Goulding
- British Group: Artic Monkeys
- British Male Solo Artist: David Bowie
- British Single: Rudimental ft Ella Eyre - Waiting All Night
- British Video: One Direction - Best Song Ever
- Critic’s Choice Award: Sam Smith
- International Female Solo Artist: Lorde
- International Group: Daft Punk
- International Male Solo Artist: Bruno Mars
- MasterCard British Album of the Year: Artic Monkeys

Outro grande destaque desta noite foi o discurso do Alex Turner, ao receber o galardão de Britsh Album of the Year. O vocalista dos Artic Monkeys aproveite o momento para encarnar a sua nova personagem e dizer que o Rock n’ Roll simplesmente não vai embora, “Yeah, that rock n’ roll, it seems like it’s faded away sometimes, but it will never die”.
O novo álbum dos Artic Monkeys envolveu uma enorme produção, destacando-se também a alteração do seu visual e da sua postura em palco. O mesmo reflete-se nesta sua atitude em público, o que revela que este Alex Turner também é um grande ator. No entanto, tenho de confessar que gosto muito mais dos álbuns anteriores dos Artic Monkeys, do que deste novo, mas apenas um gosto pessoal. Este álbum teve uma forte influência nos concertos que a banda tem dado, como é normal quando se anda a promover um álbum novo, mas como este é um álbum com um tempo das músicas mais lento que os anteriores, a banda tem tocado as músicas antigas também nesse registo, mais lentas. Na minha opinião têm estragado um pouco o que de melhor eles tinham. Em contrapartida, as novas músicas têm ali uma forte influência do Senhor Josh Homme (Queens Of The Stone Age), nota-se bem o impacto que ele teve nestas músicas, principalmente nos solos de guitarra, têm um som muito parecido com os do novo disco dos QOTSA.


Fiquemos com o video da atuação dos Artic Monkeys ontem à noite, nos Brit Awards 2014:


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mulheres do Rock

Estes dias estava a pensar no que tem estado mais em voga na música rock e comecei a questionar-me relativamente a vocalistas do sexo feminino. O que é feito delas? Será o Rock um mundo de Homens? Será que deixaram de dar oportunidade a bandas que tenha mulheres como vocalistas? Ou será que as senhoras deixaram de querer estar tão ligadas ao rock?
Houve tempos em que vocalistas como Janis Joplin, Joan Jett, Debbie Harry (Blondie), Courtney Love (Hole), PJ Harvey, Skin (Skunkie Anansie), Gwen Stefani (No Doubt) ou Sandra Nasic (Guano Apes) enriqueceram o Rock internacional, tendo uma forte presença e uma enorme influência na música que era ouvida e feita em cada um dos seus espaços temporais. Apesar das vocalistas femininas não serem o mais comum no rock, existiu sempre um espaço de destaca para estas senhoras e para as suas bandas.
Esta análise iniciou-se pela minha curiosidade em tentar perceber que mulheres se encontravam neste momento a fazer rock e infelizmente não consegui encontrar grandes nomes a fazer aquele rock que nos encontrávamos habituados a ouvir. Aqui surge talvez o meu problema em encontrar estas senhoras, não estou a procurar no sítio certo. Nos últimos anos surgiram bastantes bandas que fundem o rock com a eletrónica, tentando fazer melodias bastante harmoniosos, influenciadas pelo Indie Rock e o Rock Alternativo.
Sim, hoje dificilmente se encontram mulheres como a Sandra Nasic, pois as mulheres não me parecem estar tão inclinadas para este rock que estávamos habituados a ouvir nos anos 80 e 90. Mas claro que se nos descolarmos um pouco deste rock mais tradicional, encontramos um movimento musical que teve como um dos principais impulsionadores os The XX, que contam com dois vocalistas (Romy Madley Croft e Oliver Sim), a par deles tivemos também a ascensão da Florence Welch (Florence + The Machine). Este estilo de música consegue dar uso das particularidades generalistas das vozes femininas, sendo o seu reflexo o surgimento de muitas bandas encabeçadas por cantoras. Através desta pesquisa acabei por ficar a conhecer a Elena Tonra (Daughter), a Channy Leaneagh (Poliça), Sóley, Grimes, Hannah Reid (London Grammar), Nini Fabi (HAERTS), Eleanor Friedberger, Giselle Rosselli, entre muitas outras.
A par deste fenómeno internacional, dentro de portas se torna um pouco notório este fenómeno. No entanto temos estilos musicais, como é o caso do fado, que têm sido reveladores de grandes vozes femininas como é o caso da Ana Moura. Já direcionando novamente ao Rock nunca tivemos grandes vozes femininas em destaque. Talvez as que tiveram maior presença foram talvez as de Manuela Azevedo (Clã) e a Sónia Tavares (The Gift). Recentemente, tivemos as Anarchicks com seu punk-rock e no pop-rock português temos assistido a novas cantoras como Rita Red Shoes, Márcia ou Luísa Sobral.
Elas andem aí. O rock que eu aqui me refiro mais tradicional é que talvez já não está tão na moda, daí não se ver um destaque tão grande de novas bandas, muito menos lideradas por mulheres. O campo do Indie Rock, acrescido de umas pitadas de alternativo e eletrónica tem sido alvo de influência para a criação de música de muitas mulheres. Apesar que cá no nosso país parece que as editoras estão com muito medo de apostar neste estilo, que apesar de não ser o meu predileto, tem angariado fãs por todo o mundo.

Comemorando também o Dia Mundial da Rádio, escolhemos para hoje o video das "afilhadas" do radialista Nuno Calado, um dos fortes impulsionadores e divulgadores de boa música, destacando-se com o seu programa "Indiegente" na Antena 3.
Ficamos então com as Anarchicks e o seu último single Smashed: